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20030928



Merda José Celso!



Em Os Sertões "O Homem" - 1a Parte vi em alegorias um Brasil lindo, rico na sua história e nas fatalidades determinantes. Foi assistindo as transcedências de José Celso que compreendi que de casualidade em casualidade as coisas podem dar muito certo, sim. A nossa história está aí a nos mostrar isso.

Senhoras e senhores, ir ao Teat(r)o Oficina assistir a segunda parte de Os Sertões não é apenas um dever cívico, trata-se de uma necessidade na tentativa de compreender quem somos, que gente é esses tais brasileiros.

Antes de falarmos da montagem da peça se faz necessário saber alguns aspectos sobre o livro.

Os sertões (Euclides da Cunha, 1902) narra os horrores do massacre que seu deu em Canudos no ano de 1897 após algumas batalhas perdidas pelo Governo Republicano na tentativa de destruir a comunidade formada por Antonio Conselheiro e seus seguidores. O livro é dividido em três partes: A Terra, O Homem e A Luta, onde o autor faz uma verdadeira fotografia focando cada um destes aspectos.

A montagem da peça também está assim dividida. No final do anos passado foi montada A Terra, um espetáculo belíssimo com suas imperceptíveis quatro horas de duração. Agora está em cartaz O Homem 1a Parte - Do Pré-homem à Revolta onde viajamos até os primórdios da colonização para entendermos a formação do homem brasileiro e descobrirmos que não há um homem tipicamente brasileiro e nem poderia, pois somos o caldo resultante da mistura entre europeus, africanos e índios, esses colonizadores/usurpadores que aqui estiveram, exploraram e se foram deixando para trás o signo da devastação.

São tantas ideias em veredas, tantas alegorias que não há como não se sentir orgulhos em ser Brasileiro. Não dá para olhar essa riqueza toda e nao dizer de peito erguido que somos orgulhosos por termos nascido nessa porção dos trópicos.

Ponha seu tênis mais confortável e vá à Rua Jaceguai 520 ver o Brasil de José Celso Martinez Correa que deve também ser o nosso. Uma terra alegre, rica, colorida, mas conscienciosa do peso e leveza de ser o que é.

Com tanto primor assim resta apenas uma coisa a dizer: merda José Celso!


Complementando:


Site do Teat(r)o Oficina

Os Sertões

Euclides da Cunha

Quando, onde, quanto, como...



Inventado por: Henrique Neto às 22:06 | Link |





































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