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Caguei, ó!
Reza o manual da subserviência que: devemos respeitar e bajular nossos patrões em nome do suado e miserável salário sagrado de cada mês. Esse mesmo manual ainda reza que devemos ser submissos, concordar com tudo que do patrão advenha e ainda rir de sua piadas escrotas. Princípios, caráter e sua integridade são itens acessórios perante a magnânima presença do chefe. Convém abandoná-los.
Eu, como ávido leitor que sempre fui, caguei para esse manual secreto e nunca publicado que existe informalmente no mundo corporativo.
Levei ao extremo as consequências da minha atitude, mas saí íntegro e de cabeça erguida. Não abandonei em momento nenhum meus princípios, idéias e forma de encarar os fatos. Disse o que pensava mesmo quando fui levado a instâncias maiores. Incomodei, provoquei, contrariei, levantei a voz quando foi preciso, não deixei ser interrompido e chamei para mim só o que era me de minha responsabilidade. Convoquei Cesar a tomar pra ele o que dele era.
Paguei o preço e numa frase muito polida, mandei Cesar 'enfiar no rabo' o emprego. Fui chamado de insolente, mas tudo dentro das belas palavras que o clima cortês e pseudo-amistoso pedia.
Hoje me sinto aliviado por ter dito tudo o que pensava. Não ter me traído em nenhum instante e de lambuja, ainda saber quem era o trigo em meio a tanto joio.
Feliz Natal e um próspero Ano Novo!
São os votos deste escriba sincero, porém limpinho.
Inventado por: Henrique Neto às 19:39 | Link |
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